sábado, 23 de agosto de 2008

Sente


Pega a minha mão, leva-me para a terra dos sonhos, só lá tudo faz sentido.
E esta necessidade de compreensão será saciada, só lá a dor será apagada e o sorriso terá sentido.
Lá existe um nós, lá existe a tão aclamada felicidade

Sente, só isso <3

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Fantasma (s)



Neste ontem tão longínquo,
em que me afoguei na solidão
Os fantasmas do passado nunca existiram
e os do presente que este sufoco me traz
são apenas mágoa, estilhaços de dor
são a sombra de um sorriso
que tanto quanto foi preciso,
nunca existiu
E no meio do vento e das marés,
perdeu-se o resto desse tão desejado sorriso

que se confundiu com suspiro de amor

segunda-feira, 18 de agosto de 2008


Estar aqui sentada como se de nada fosse feita a alma para que de nada ela se sirva, é simplesmente a maior sensação de desespero, porque sinto o teu toque, o teu perfume...
Estas longe, demasiado...não te sinto no meu corpo e a minha alma há muito que te perdeu, ou será que nunca estiveste aqui, perto de mim?
És tanto, o pedaço mais importante de mim mesma, fazes-me sentir, viver e reviver tudo o que sinto e senti, tudo aquilo que sentirei e o que nunca serei, porque ser é sentir.
És de mim o que mais importa, porque mais nada resta depois de ti, sopro de vida, meu amor...

Vento


O vento leva as coisas mais terríveis para um infinito longínquo… sinto que já não sei viver sem esta brisa que me guia.
A felicidade e’ conquistada com um leve toque da brisa na face, que me faz ver sinais de uma vida já esquecida
Pode ser fugaz, pode ser esperança que se tornará em pó, mas aquela breve brisa aprofunda o meu conhecimento de mim mesma, faz-me provar o sabor da felicidade.
É com a leveza do ar que vou aprendendo a sentir, a entregar-me ao sabor de viver, a ser feliz.
É por isso que eu quero ser brisa, para que tudo me seja permitido, para que eu consiga, com uma carícia leve na face de alguém, mostrar a definição de felicidade.
É por isso que eu quero ser tempestade, para que, com a minha intempestividade, eu consiga mostrar qual o caminho, para que se dê mais valor à verdadeira felicidade.
É por isso que eu quero ser furacão, para que TODOS percebam que a verdadeira felicidade não se conquista com guerras.
E no fim dos tempos, quando já todo o meu trabalho de “espalhar
Felicidade” estivesse completo, passaria os dias no colo acolhedor de uma
nuvem, a observar como o mundo era belo.

domingo, 17 de agosto de 2008

E depois?


Que confusão! A minha vida transformou-se num amontoado de sentimentos sem qualquer tipo de lógica ...
Tudo parece com uma arrumação estranha, como algo tão nosso em que alguém mexeu, não devia ser assim, a vida é bonita e preciosa, porque não é compreendida ?
E é nos momentos de solidão que compreendo que toda a desarrumação tem de fazer sentido e apenas eu lhe posso dar esse sentido.
Eu, tão solitária e deslocada de mim mesma, a única que sabe ou pode descobrir-se e compreender-se.
Confusa?
Não, resignada!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

:,X


O mais espantoso é que eu tentei, eu tentei fugir, tentei porque era o caminho mais simples, tentei porque o medo de sofrer quase espreitou a conquista de uma verdade absoluta. Mas depois percebi que não se pode fugir a algo tão nosso como é um sentimento, seria demasiado irreal, cómodo, porém. É o facto de sentir, já em si, uma prisão de que não me consigo libertar, prisão invisível e demasiado palpável que me afecta com a sua leve brisa sufocante.
Eu quero, nunca deixei de querer, e sei que não vou conseguir fugir, principalmente porque tal desejo não existe em mim.
Então eu vou correr, lutar, até à exaustão por aquele sentimento absurdo e irrealmente presente que nasceu e cresce em mim.

(In)existência



A única hipótese que posso aceitar
é a de que, por muito que custe, tudo isto vai passar
não é a mágoa porque dessa,
já a cicatriz ficou há muito.
É a falta de força,
excesso de pressa
Não era bom se tudo fosse perfeito?
Mas todos dizem que a perfeição não existe.
Falho, caio uma vez mais,
tento que a queda não me perturbe
mas a dor persiste
presente em mim
como se de mim mesma fosse parte.
Tento esquecer, mas continua no meu peito
aquele aperto um tanto doce
que existe e insiste
em enfraquecer-me,
essa é a sua arte.
Já de mim foi feita cinza
porque de cinza tudo nasce.
E esse forte apelo de mim,
quase podia ser um chamado
chamado para um fim.