terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sou


Sou restolho da estrada que escolhi, lágrima de orvalho da manhã que não vivi, sou registo de falta dissimulada, sou perto de vontade de tanto quanto nada. Sou a respiração acelerada de viver, sou a força desnecessária que farsa ser.
Sempre sendo mais do que eu, menos do que alguém, sempre sentindo-me como refém da voz suave que me ilumina, da sensação que me fascina.
Tentações de extrema fraqueza, ilusões de beleza. Sou como o rio que corre para o mar, sem saber o que vai encontrar, sou como a estrada que continua no nada, sem saber onde vai acabar.
Sou riso forçado de compaixão, medo profundo de solidão. Sou eu, aquele pequeno adorno de porcelana frágil e fácil de quebrar que se torna forte porque se faz acompanhar de abraços infindáveis, de carinhos memoráveis, de recordações e perdões, nesta história sem fim.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Persistênsia




Quando a tempestade é forte, não me escondo, não me acobardo. Tenho medo, toda a gente tem... mas levanto-me e enfrento porque é nos obstáculos que encontro a melhor formula de amadurecimento.
Sem cair nunca ninguém aprenderia a levantar-se por isso eu vou cair e levantar-me as vezes que for preciso, não é esta chuva que me vai derrotar, não é este vento que me vai fazer desistir, não é o escuro que me vai assustar e, acima de tudo, nada me vai fazer desistir de ser feliz (!)

O caminho


Há aquele ritmo forte
quando vês o caminho a seguir
olhas o mar e sentes-te bem
a vida mostra-te o caminho
como o vento norte
e sabes que vais conseguir
vais escolher o caminho a seguir
porque a vida é de ti tanto
quanto a queres
aqui, no teu recanto
esperas
por um sinal.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um ponto no oceano, [[Felicidade*


• No terno nascer do sol encontro o conforto de um abraço apertado, de um sorriso sincero, de um olhar acolhedor (...) e o amanhã será perfeito, o amanhã será melhor, porque o sol nasceu sorridente hoje, sim como nos desenhos das crianças, o sol nasceu para mim, o sol nasceu para o mundo e o amanhã será O Dia.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Entre o inferno e o paraiso


É no fim das contas, tudo um cenário bem pintado...
O céu, as estrelas, o som do grilo a cantar.
É tudo tão encantador, tão perfeito mas a mais pequena perturbação muda tudo, a real beleza está no coração, só ele a pode apreciar, só ele a pode sentir.
Tudo o que queremos é que dure para sempre mas a verdade é que não dura, um dia tudo vai ser feio e cinzento. E depois? A única coisa que podemos fazer é viver e viver muito bem porque o amanha ninguém conhece, do amanha ninguém pode ter certezas.
A felicidade só existe em momentos, momentos que ficam eternamente gravados em nós, por isso a maior demonstração de inteligência é viver um dia de cada vez, sem desperdiçar um segundo que seja.
Porque a beleza existe e somos nós que a construimos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sentido de alma


É esta dor que me consome,
É esta a fé que não me alimenta
É ser e sentir
Sem poder viver
Sem poder tocar
E ser tão desumanizada por alguém
que nunca o quis fazer
Ser tocada no mais profundo da alma
com palavras secas e sentimentos falsos
que no fim de contas são meros actos
de uma peça de teatro amador.

sábado, 23 de agosto de 2008

Sente


Pega a minha mão, leva-me para a terra dos sonhos, só lá tudo faz sentido.
E esta necessidade de compreensão será saciada, só lá a dor será apagada e o sorriso terá sentido.
Lá existe um nós, lá existe a tão aclamada felicidade

Sente, só isso <3

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Fantasma (s)



Neste ontem tão longínquo,
em que me afoguei na solidão
Os fantasmas do passado nunca existiram
e os do presente que este sufoco me traz
são apenas mágoa, estilhaços de dor
são a sombra de um sorriso
que tanto quanto foi preciso,
nunca existiu
E no meio do vento e das marés,
perdeu-se o resto desse tão desejado sorriso

que se confundiu com suspiro de amor

segunda-feira, 18 de agosto de 2008


Estar aqui sentada como se de nada fosse feita a alma para que de nada ela se sirva, é simplesmente a maior sensação de desespero, porque sinto o teu toque, o teu perfume...
Estas longe, demasiado...não te sinto no meu corpo e a minha alma há muito que te perdeu, ou será que nunca estiveste aqui, perto de mim?
És tanto, o pedaço mais importante de mim mesma, fazes-me sentir, viver e reviver tudo o que sinto e senti, tudo aquilo que sentirei e o que nunca serei, porque ser é sentir.
És de mim o que mais importa, porque mais nada resta depois de ti, sopro de vida, meu amor...

Vento


O vento leva as coisas mais terríveis para um infinito longínquo… sinto que já não sei viver sem esta brisa que me guia.
A felicidade e’ conquistada com um leve toque da brisa na face, que me faz ver sinais de uma vida já esquecida
Pode ser fugaz, pode ser esperança que se tornará em pó, mas aquela breve brisa aprofunda o meu conhecimento de mim mesma, faz-me provar o sabor da felicidade.
É com a leveza do ar que vou aprendendo a sentir, a entregar-me ao sabor de viver, a ser feliz.
É por isso que eu quero ser brisa, para que tudo me seja permitido, para que eu consiga, com uma carícia leve na face de alguém, mostrar a definição de felicidade.
É por isso que eu quero ser tempestade, para que, com a minha intempestividade, eu consiga mostrar qual o caminho, para que se dê mais valor à verdadeira felicidade.
É por isso que eu quero ser furacão, para que TODOS percebam que a verdadeira felicidade não se conquista com guerras.
E no fim dos tempos, quando já todo o meu trabalho de “espalhar
Felicidade” estivesse completo, passaria os dias no colo acolhedor de uma
nuvem, a observar como o mundo era belo.

domingo, 17 de agosto de 2008

E depois?


Que confusão! A minha vida transformou-se num amontoado de sentimentos sem qualquer tipo de lógica ...
Tudo parece com uma arrumação estranha, como algo tão nosso em que alguém mexeu, não devia ser assim, a vida é bonita e preciosa, porque não é compreendida ?
E é nos momentos de solidão que compreendo que toda a desarrumação tem de fazer sentido e apenas eu lhe posso dar esse sentido.
Eu, tão solitária e deslocada de mim mesma, a única que sabe ou pode descobrir-se e compreender-se.
Confusa?
Não, resignada!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

:,X


O mais espantoso é que eu tentei, eu tentei fugir, tentei porque era o caminho mais simples, tentei porque o medo de sofrer quase espreitou a conquista de uma verdade absoluta. Mas depois percebi que não se pode fugir a algo tão nosso como é um sentimento, seria demasiado irreal, cómodo, porém. É o facto de sentir, já em si, uma prisão de que não me consigo libertar, prisão invisível e demasiado palpável que me afecta com a sua leve brisa sufocante.
Eu quero, nunca deixei de querer, e sei que não vou conseguir fugir, principalmente porque tal desejo não existe em mim.
Então eu vou correr, lutar, até à exaustão por aquele sentimento absurdo e irrealmente presente que nasceu e cresce em mim.

(In)existência



A única hipótese que posso aceitar
é a de que, por muito que custe, tudo isto vai passar
não é a mágoa porque dessa,
já a cicatriz ficou há muito.
É a falta de força,
excesso de pressa
Não era bom se tudo fosse perfeito?
Mas todos dizem que a perfeição não existe.
Falho, caio uma vez mais,
tento que a queda não me perturbe
mas a dor persiste
presente em mim
como se de mim mesma fosse parte.
Tento esquecer, mas continua no meu peito
aquele aperto um tanto doce
que existe e insiste
em enfraquecer-me,
essa é a sua arte.
Já de mim foi feita cinza
porque de cinza tudo nasce.
E esse forte apelo de mim,
quase podia ser um chamado
chamado para um fim.